Herpes labial! Esta coisa tem-me aparecido mensalmente, sempre que: apanho frio, ou apanho sol, ou fico doente, ou tenho febre, ou estou stressada ou cansada. Enfim, é que isto não se aguenta. Para além de ser incómodo, contagioso e inestético, ainda deixa uma pessoa completamente irritada e deprimida. O que, por sua vez, pode aumentar este c... Se apanho o gajo que inventou esta m... Caraças, pá!
terça-feira, março 31, 2009
terça-feira, março 17, 2009
Dentes do siso para que vos quero!
Pois é, meus amigos, isto tem andado parado aqui na blogosfera. Mas hoje decidi quebrar o meu silêncio em busca de alguma solidariedade.
Um dos meus dentes do siso (que já está meio "nascido") resolveu dar um arzinho de sua graça e chatear-me. Precisamente agora que está bom tempo e que a pessoa devia andar a sorrir como uma hiena de barriga cheia (ou elas só riem quando estão esfomeadas?). Ora o dentinho, que não se contentou com uma simples inflamação da gengiva, provocou-me uma inflamação na garganta que fáchabor! Não, não é amigdalite (que eu sou conhecedora dos sintomas dessa malvada) e as cordas vocais estão intactas (que eu continuo a conseguir cantar as canções da Luci...?!?! As árias de Mozart, queria eu escrever). De maneiras que marquei consulta no dentista e não no otorrino. Estou para ver o que é que o SôDoutor me vai dizer. Desde que não tenha problemas na garganta até dentes me podem arrancar. Ou não. Hmmm... É melhor não.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Sem vontade
Tem sido mesmo por falta de vontade que não tenho escrito. Não, não estou triste,nem a vida me corre mal, nem tenho tido concertos todos os fins-de-semana. Não me tem apetecido! Que querem?
Em contrapartida, tenho ido dançar salsa bastantes vezes, tenho ido ao cinema (Benjamin Button, um argumento incrível), ao Teatro (John Gabriel Borkman pela companhia Schaubühne am Lehniner Platz de Berlim), tenho passeado, lido, estudado, tenho trabalhado e tenho andado de mãos dadas. E agora que o Sol veio para ficar (?), mais vontade tenho de estar fora de casa. E é isto!
Uma boa semana para todos!
domingo, janeiro 25, 2009
Kino Lisboa 2009
Para quem ainda não foi ao Kino no S. Jorge, aviso-vos que já só têm menos de uma semana para assistir a esta mostra de cinema de expressão alemã. Eu fui lá na abertura ver "Im Winter ein Jahr" de Caroline Link e hoje vi "Nach der Musik" de Igor Heitzmann. Gostei bastante apesar de um, ser um filme sério, dramático e o outro, um documentário sobre o conhecido Maestro Otmar Suitner. Vale a pena, meus caros. E os bilhetes são baratinhos: 3,50 ou 3 euros (com desconto, menores de 25 anos, maiores de 65 anos ou estudantes). Para mais informações cliquem aqui.domingo, janeiro 18, 2009
Sugestão de domingo
Com este tempo recomenda-se um bom filme e um chá bem quentinho. O filme pode ser "O Quinteto da Morte" ou no original "The Lady Killers". Um filme dos irmãos Coen completamente hilariante. O chá pode ser de lúcia-lima.
sábado, janeiro 10, 2009
domingo, janeiro 04, 2009
sexta-feira, janeiro 02, 2009
O poeta prosador
Conheci recentemente a escrita de Mia Couto, o poeta prosador. Melhor do que ninguém, Mia Couto consegue escrever prosa como se de poesia se tratasse. É uma escrita sensual, inspiradora e afectiva. Gosto muito. Aconselho entusiasticamente "Terra Sonâmbula".
Mas para vos aguçar o apetite aqui deixo um poema maravilhoso que me mostrou o meu querido D.
Para ti
Foi para ti que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram no minuto em que talhei o sabor do sempre
Para ti dei voz às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano de tudo sermos donos sem nada termos simplesmente
porque era de noite e não dormíamos
eu descia em teu peito para me procurar
e antes que a escuridão nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto em Raízes de Orvalho
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Bela maneira de começar o ano!
O ano de 2009 começou muito bem, sim senhor. Mas acabou por se transformar num péssimo início: fui presenteada com um belo herpes que, vá lá, me ocupa todo o lábio superior e ainda um bocadinho do inferior.
Obrigada 2009! Deixaste-me incapacitada de sair à rua sob pena de confundir os transeuntes. Não vão eles pensar que estamos no Halloween...
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Bom ano 2009
Queridos amigos,
despeço-me deste ano que agora finda com saudade. Para mim foi um ano de decisões, de resoluções, de mudança. Há anos assim! Espero que este novo ano seja tão bom ou melhor que o de 2008 e, de preferência, mais calmo.
A vós, desejo o que há de melhor no Mundo. Esperando receber eu própria tudo isso em dobro :)
Tudo de bom!
sábado, dezembro 20, 2008
Música da boa #27
Ora cá está uma das minhas canções favoritas de Franz Schubert: Der Zwerg pelo Mestre Dietrich Fischer-Dieskau. Aqui têm uma tradução do texto de Matthäus Kasimir von Collin
O Anão
Na luz sombria já as montanhas se desvanecem,
O barco flutua sobre as ondas suaves do mar,
Com a rainha e o seu anão a bordo.
Ela mira lá no alto a grande abóbada arqueada,
Ao alto a distância azul, impregnada de luz,
Palidamente atravessada pela via láctea.
“Vós estrelas, jamais, jamais me enganaram”,
Assim ela exclama: “Em breve desaparecerei,
como vós me dizeis, tenho porém vontade de morrer.”
Então o anão aproxima-se da rainha, quer atar
o cordão de seda encarnada à volta do pescoço dela,
E chora, como se quisesse que o desgosto o cegasse depressa.
Ele diz: “Tu própria tens culpa desta mágoa,
porque me abandonaste, preferindo o rei.
Agora só a tua morte me pode ainda despertar a alegria.”
«Embora me venha a odiar eternamente, por te ter
dado a morte com esta mão, agora deves, porém,
empalidecer para um túmulo anunciado».
Ela coloca a mão sobre o coração, tão cheio de vida nova,
E os seus olhos derramam lágrimas pesadas,
Querendo elevá-los ao céu em oração.
Querendo elevá-los ao céu em oração.
“Que a minha morte não provoque em ti sofrimento!”
Diz ela; e então o anão beija-lhe as pálidas faces,
Em seguida ela perde os sentidos.
O anão observa a mulher, prisioneira da morte,
Com as próprias mãos ela afunda-a no mar,
Arde o seu coração, cheio de saudades,
Nunca mais em costa alguma ele atracará.
Tradução de Gerlinde Meschenmoser
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Como se diz na minha terra
"É 'migos, tenham lá calma qu'ê and'aqui que nem posso."
Só para dizer que, para não fugir à regra, estou cheia de trabalho e só por essa razão não actualizo isto mais vezes. É que isto de estudar, trabalhar e fazer concertos numa só pessoa cansa muito.
Só para dizer que, para não fugir à regra, estou cheia de trabalho e só por essa razão não actualizo isto mais vezes. É que isto de estudar, trabalhar e fazer concertos numa só pessoa cansa muito.
O próximo concerto será no CCB com o Grupo Vocal Officium, a Orquestra Divino Sospiro e os solistas Raquel Alão, Marco Alves dos Santos, Hugo Oliveira e Romina Basso. Mais informações aqui.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
E acabou o Festival de S. Roque
Aqui ficam 2 momentos nos quais participei.
Sete Lágrimas Consort.
E Grupo Vocal Olisipo com Orquestra Metropolitana
Sete Lágrimas Consort.
E Grupo Vocal Olisipo com Orquestra Metropolitana
terça-feira, dezembro 02, 2008
sábado, novembro 29, 2008
Encerramento do Festival de S. Roque
Pela 4ª e última vez no Festival de S. Roque. Desta feita com o Grupo Vocal Olisipo e a Orquestra Metropolitana de Lisboa: Dixit Dominus de Händel e Pauken Messe de Haydn. Hoje, dia 29 de Novembro, às 21h na Igreja de S. Roque em Lisboa.
Apareçam!
terça-feira, novembro 25, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
sábado, novembro 22, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
Soneto do amor total
Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Morais
Enviado pelo meu amigo D.
segunda-feira, novembro 17, 2008
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